Fragmentos do Eu: experiências cubistas
Inspirados pelos princípios do Cubismo, os estudantes foram convidados a repensar a representação tradicional do corpo e da identidade. Partindo de um autorretrato, cada desenho foi cortado em fragmentos e, em seguida, misturado aos de outros colegas, dando origem a novas composições construídas em dupla.
Esse processo de desconstrução e recomposição dialoga com a proposta cubista de romper com a perspectiva única e questionar os padrões da arte clássica. Ao reunir diferentes fragmentos em uma mesma imagem, surgem múltiplos pontos de vista, identidades sobrepostas e novas formas de ver.
A criação do fundo amplia essas relações, integrando os elementos e reforçando a ideia de que a imagem não é fixa, mas construída a partir de encontros, cortes e rearranjos.
Mais do que representar, este trabalho propõe perceber: o eu como algo múltiplo, fragmentado e em constante transformação.