Grafismos do Pertencer: marcas, identidades e territórios
Este trabalho parte
do estudo das artes pré-cabralinas e pré-colombianas, com foco na arte indígena
e em seus grafismos como formas de linguagem, identidade e memória. A proposta
foi desenvolvida com turmas do primeiro e do terceiro ano do Ensino Médio,
permitindo que diferentes séries dialogassem a partir de um mesmo tema.No 1ª Série EM, os Estudantes produziram máscaras inspiradas em grafismos indígenas, explorando
símbolos, padrões e elementos visuais presentes nessas culturas. Já na 3ª Série EM, a atividade partiu do molde das mãos dos Alunos, convidando-os a
refletirem sobre si mesmos como território. Cada par de mãos representa um
elemento da natureza, evidenciando a conexão entre corpo, ambiente e
pertencimento — relação central nas culturas indígenas.Os grafismos
criados não buscam reprodução, mas diálogo e respeito. São expressões autorais
que traduzem identidades e revelam como o traço pode ser linguagem.
Ao final, os
trabalhos das duas Séries foram reunidos em uma exposição coletiva, unindo
máscaras e mãos em uma mesma composição. A mostra evidenciou como diferentes
interpretações podem se conectar por meio da arte, reforçando a ideia de
coletividade, ancestralidade e reconexão com nossas raízes.