Arte em Movimento
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3ª Série EM

Sala "Memórias do que vivemos: o que ficou de nós"

Capa da Obra

Grafismos do Pertencer: marcas, identidades e territórios

Este trabalho parte do estudo das artes pré-cabralinas e pré-colombianas, com foco na arte indígena e em seus grafismos como formas de linguagem, identidade e memória. A proposta foi desenvolvida com turmas do primeiro e do terceiro ano do Ensino Médio, permitindo que diferentes séries dialogassem a partir de um mesmo tema.No 1ª Série EM, os Estudantes produziram máscaras inspiradas em grafismos indígenas, explorando símbolos, padrões e elementos visuais presentes nessas culturas. Já na 3ª Série EM, a atividade partiu do molde das mãos dos Alunos, convidando-os a refletirem sobre si mesmos como território. Cada par de mãos representa um elemento da natureza, evidenciando a conexão entre corpo, ambiente e pertencimento — relação central nas culturas indígenas.Os grafismos criados não buscam reprodução, mas diálogo e respeito. São expressões autorais que traduzem identidades e revelam como o traço pode ser linguagem. Ao final, os trabalhos das duas Séries foram reunidos em uma exposição coletiva, unindo máscaras e mãos em uma mesma composição. A mostra evidenciou como diferentes interpretações podem se conectar por meio da arte, reforçando a ideia de coletividade, ancestralidade e reconexão com nossas raízes.

Capa da Obra

Grafismos Indígenas

Grafismos do Pertencer: marcas, identidades e territóriosEste trabalho nasce do encontro entre o estudo das artes pré-cabralinas e pré-colombianas e a experiência sensível dos estudantes com suas próprias identidades. Ao investigar especialmente a arte indígena, compreendemos que o grafismo não é apenas um elemento estético: ele é linguagem, memória e pertencimento. Cada traço carrega histórias, saberes ancestrais e modos de existir no mundo. Partindo dessa compreensão, os alunos foram convidados a olhar para si mesmos como território. O gesto de moldar as próprias mãos não é apenas uma reprodução do corpo, mas um ato simbólico: as mãos são ferramentas de criação, expressão e relação com o mundo. Elas representam aquilo que tocamos, transformamos e também aquilo que nos constitui. Cada par de mãos foi associado a um elemento da natureza, reconhecendo a profunda conexão entre ser humano e ambiente — uma relação central nas cosmologias indígenas. Terra, água, ar e fogo, entre outros elementos escolhidos, aparecem aqui não como recursos, mas como extensões da própria identidade. Ao traduzirem esses vínculos em grafismos autorais, os estudantes não apenas criaram imagens, mas construíram símbolos de si. Inspirados pelas tradições indígenas, os grafismos desenvolvidos neste trabalho não buscam reprodução ou apropriação, mas diálogo e respeito. São interpretações contemporâneas que evidenciam como a arte pode ser um meio de reconexão com as raízes, mesmo em contextos urbanos e distantes das vivências originárias. Ao reunir todas as mãos, este conjunto revela uma coletividade: múltiplas identidades que coexistem, se atravessam e se fortalecem. Assim como nas culturas indígenas, onde o individual e o coletivo caminham juntos, esta obra evidencia que pertencemos não apenas a nós mesmos, mas a uma rede maior de relações — culturais, naturais e humanas.Este trabalho é, portanto, um convite: a perceber o corpo como território, o traço como linguagem e a arte como um caminho de escuta, respeito e reconexão.